Primeiramente, podemos dizer que o Ego é o núcleo da personalidade. É a organização do “Eu” que julga, analisa e decide. É o que se é e se mostra. A consciência que identifica a personalidade que determina vivências e atos do indivíduo.

Ele tem como tarefa garantir a saúde, segurança e sanidade da pessoa. É responsável por impedir que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa. Ele protege a essência do ser, essa essência é identificada como ID. 

Outra função do ego é harmonizar os desejos do ID com os valores morais do superego. O superego se desenvolve a partir da interação do indivíduo com a realidade e representa os valores morais e culturais que são ensinados e assimilados pela pessoa. O superego é o “eu ideal” adequado aos costumes, princípios e valores morais da sociedade. 

Assim, o ego suprime as vontades inconscientes do ID com “medo” de julgamentos frente a suas vontades íntimas, baseando-se nas informações do superego.

Em outras palavras, o ego seria o “eu” que ouve tanto as vozes imperativas do ID — famintas pela autossatisfação, doa a quem doer — quanto os conselhos de um vigia muito rígido do superego, buscando um equilíbrio, um entendimento, entre as partes.

É claro que essa disputa nem sempre acaba em empate. Dependendo da situação, o ego pode pender para um ou outro impulso… E é aqui que mora o problema.

O Desequilíbrio

Desapegue então do ego desequilibrado, da necessidade de aparecer, de mostrar-se forte e soberano, de humilhar e apontar os erros e as falhas das outras pessoas. Releve as angústias, as tristezas e as humilhações exercidas pelos outros. Você precisa retribuir a humilhação para sentir-se bem. Você não precisa disso.

Mostre a sua essência, a sua verdade. Se desvencilhe da ostentação, da necessidade de mostrar-se superior, imponente, importante. Deixe cada um viver conforme sua consciência. 

A personalidade é como uma máscara que deve ser translúcida, para refletir o brilho da sua essência. Quando não mostramos nossa essência, a personalidade irá se mostrar repleta de adornos, de colares, de enfeites, de aromas e objetos que nada mais são do que subterfúgios para sentir-se aceita por simplesmente parecer “superior”. 

Desapegue do personagem, dessa realidade paralela que você criou mas que não vive. Viva uma vida leve, pautada no amor, na alegria, na harmonia e na realidade, sem ilusões.

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