Quando estamos num relacionamento afetivo, muitas vezes acreditamos que é amor, que é verdadeiro e infinito. E normalmente as expectativas em relação ao outro e ao próprio relacionamento fica alta demais e acabamos nos magoando e nos decepcionando. Isso quando não nos submetemos a relacionamentos que não nos fazem bem.

Ultimamente ficou comum o uso da palavra “tóxico” quando se trata de relacionamentos não-saudáveis. Mas, será que só o outro é tóxico?

Com exceção dos casos de relacionamentos abusivos que envolvem agressões físicas, morais e emocionais. Fazendo esse grande recorte, talvez, quando um relacionamento é tóxico para um normalmente é para o outro também.

Quando estamos desalinhados, infelizes e sofrendo estamos num relacionamento que não existe mais ou que evidencia outros problemas.

Então, a pergunta que fica é, é amor, apego ou dependência emocional?

Boa parte da população vive no automático nos dias de hoje, muitos não sabem quem são, nem o que sentem, não sabem olhar para si e não conhecem a si mesmos.

A falta de autoconhecimento gera desequilíbrios emocionais, e essa é a porta de entrada para o apego e carências afetivas nas relações. E, além das questões mencionadas, quando estas relações se rompem, o chão se abre e é difícil aceitar e enfrentar os obstáculos encontrados.

Por isso, precisamos entender que amar também é amar a si mesmo e deixar o outro ir. Priorizar o seu bem estar e conforto, físico e emocional.

O amor é suave, natural, crescente e carinhoso. Amar é na alma e no íntimo e pode ou não ser acompanhado de uma paixão. Já a carência, o apego e a dependência emocional é destrutiva, é submissa, pesada para ambas as partes.

Amar não é exigir, mas entender, respeitar e aceitar. Não podemos permitir que haja apego e muito menos dependência emocional onde existe amor.

O apego e a dependência partem do desequilíbrio baseado na sensação ilusória de segurança e porto seguro. Onde a pessoa só será feliz se o outro estiver perto. Quando o indivíduo mostra a falta de estrutura de suas emoções. Às vezes não tem liberdade para ser ele mesmo, ou guarda um trauma de infância.

Por que desenvolvemos a dependência, carência e apego emocional?

Há pessoas que possuem uma predisposição para tais desequilíbrios. Pode acontecer quando não temos nenhuma referência emocional saudável, por desequilíbrio energético (as famosas autossabotagens) ou algum evento traumático.

Você pode perceber se é dependente de alguém, quando enxergar que depende dela para tudo, ou quando você se sente muito inseguro com a liberdade que a outra parte tem dentro do relacionamento. A falta de amor próprio é evidente, colocando sempre o outro em primeiro lugar.

Se você também quer mudar essa situação e se libertar dessas amarras, busque o autoconhecimento, busque sempre a clareza e a verdade em seus relacionamentos.

Cuide não só da sua saúde emocional, mental e física mas também espiritual, e conte com um Arcanjoterapeuta nesse processo.

Desapegar da energia que não está mais vibrando na mesma sintonia que a sua, é amar. Respeitar o processo evolutivo do outro, é amar. Mesmo que doa no início, é a melhor coisa que você pode fazer por você e pelo outro.

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